O que nunca te contaram sobre ansiedade

29-May-2018

Frequentemente ouvimos alguém dizer que é muito ansioso. A maioria de nós se diz ansioso.

Mas afinal, o que é ansiedade? 


Ansiedade é uma emoção derivada do medo. 


Medo é a percepção de um perigo real iminente. A ansiedade é um estado emocional secundário que ocorre quando o individuo antecipa uma situação futura de perigo pessoal percebido como ameaça. É normal sentir ansiedade em situações específicas como: entrevistas de emprego, provas, apresentações em público, e qualquer outra situação interpretada como ameaça ou desafiadora pelo individuo. 


É importante entender quais são as situações que desencadeiam a ansiedade em cada um, pois isso é algo muito singular. 


Volto a dizer que, ansiedade é uma emoção. Não existe uma “cura” para uma emoção humana. Não existe cura para não sentir emoções (tristeza, raiva, alegria, medo, ansiedade...). Todas as emoções fazem parte do pacote da experiência de vida de cada um de nós. 


Para entender a ansiedade, precisam-se conhecer os sintomas físicos, cognitivos, comportamentais e emocionais.


Sintomas físicos: taquicardia, respiração rápida, pressão no peito, tontura, suor, calafrios, náusea, tremores, fraqueza, rigidez muscular, insônia,boca seca.


Sintomas cognitivos: medo de perder o controle, de se machucar ou morrer; hipervigilância do perigo; memória e concentração diminuídas; pensamento e imagens mentais ameaçadoras.


Sintomas comportamentais: evitação das situações ansiogênicas (que causam ansiedade); fuga; busca de segurança; agitação; afobamento; congelamento.


Sintomas emocionais: nervosismo; tenso; impaciente; amedrontado; frustrado. 


A essência da ansiedade está em antecipar em nossa mente situações de perigo, muitas vezes podem ser pensamentos bem catastróficos, exemplo: estou com medo de apresentar o projeto -> vou gaguejar -> todos vão rir de mim -> vão pensar que sou incompetente -> serei demitido. 


Pensamentos do tipo “E se..” são muito frequentes nos estados de ansiedade: “E se o entrevistador não gostar de mim?” ; “E se eu não conseguir esse emprego?” ; “E se eu ficar anos desempregado?”;


A ansiedade te sequestra. Te sequestra para um futuro que não existe e muito possivelmente não existirá. Te faz ruminar pensamentos catastróficos. Te causa angústia, tristeza, raiva. Pode ser realmente que exista um fato que te cause medo e ansiedade. Mas a nossa mente pode piorar esse sofrimento, gerando “sofrimentos secundários”, que a ansiedade nos leva a criar e que poderiam ser evitados. 


A ansiedade te faz perder o momento presente. Te coloca no modo automático. Seu corpo esta aqui fazendo tudo automaticamente – comendo, dirigindo, indo trabalhar, tomando banho, cozinhando – mas a mente está longe pré-ocupada, sem prestar realmente atenção no que está fazendo.


Na verdade, o fator que nos causa ansiedade é acreditarmos que não seremos capazes de lidar com a situação. 


A ansiedade nem sempre é algo ruim, ela pode nos proteger ou fazer com que nos preparemos para enfrentar situações. No entanto, quando estamos ansiosos com frequência temos a tendência de destacar o perigo e depreciar nossa capacidade de enfrentamento em muitas situações. 
A ansiedade começa a se tornar um problema maior quando se torna persistente, com muita frequência e grande intensidade. 


Estados de ansiedade alta também fazem parte de patologias como: fobias, ansiedade social, transtorno do pânico, transtorno do estresse pós-traumático e transtorno de ansiedade generalizada. 


Como lidar com a ansiedade?


Considerando que é uma emoção, é difícil eliminá-la de

 

sua vida, mas existem estratégias para manejar e gerenciar a ansiedade:


• Entender a causa da ansiedade, o que está te ameaçando nessa situação?
• O que você pode fazer para se sentir mais seguro nessa situação?
• Qual a ajuda que você pode buscar?
• Técnicas de relaxamento, meditação e Atenção Plena costumam auxiliar bastante;
• Em muitos casos é mais difícil lidar com tudo isso sozinho e o indicado é a terapia cognitiva comportamental;
• Medicamentos (com prescrição médica) podem auxiliar dependendo do caso, mas, pesquisas indicam que apenas o uso do medicamento por si só raramente causará uma melhora duradoura.

 

A questão é aprender a conviver com a ansiedade de uma maneira que não cause tanto sofrimento e desgaste em sua saúde. 


E se precisar, busque ajuda.


Com carinho e gratidão.
Leila Bonifácio, Psicóloga e Coach de Carreira
Crp 06/121614

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